Caso de Estudo: Divirta-se

Se gosta de comer e passou a maior parte da sua vida a comer sempre aquilo que lhe apeteceu, incluindo duas doses de bifes com batatas fritas numa só refeição, ter de arranjar força de vontade para mudar de repente pode ser um desafio. Ray Ackroyd debateu-se com o seu peso durante a maior parte dos seus 73 anos; como é que lidou com a tentação dos eventos e festas de família?
“Provavelmente não deveria ter ficado surpreendido quando me disseram que tinha diabetes Tipo 2”, afirmou Ray. “Tinha praticamente 114 kg e já tinha colesterol alto e tensão arterial alta. O problema é que gosto demasiado de comida!”
Actualmente Ray toma sulfonilureia e metformina, e faz check-ups regulares com um enfermeiro especialista em diabetes, próximo de casa, no sudoeste da Escócia.
“Como muita fruta e legumes, mas tenho de admitir que os meus alimentos preferidos não são nada saudáveis. Não era invulgar comer e repetir um prato de bife com batatas fritas, e costumava comer um pão de forma por dia.
“A minha enteada até me pagou uma curso de hipnoterapia para me tentar ajudar a dominar o meu apetite. Curiosamente, deixei totalmente de querer comer pão. A vontade acabou por voltar, mas tenho conseguido reduzir consideravelmente.
“Estou a tentar perder peso agora e sei que isso me irá ajudar muito a manter a diabetes sob controlo. Estou a resistir a repetir pratos aos quais não costumava resistir, estou a escolher alternativas com baixo teor de gordura e não ponho leite no chá. São pequenas mudanças, mas gradualmente estou a ver diferenças.”
Há um mês, Ray foi à festa de casamento da neta – o tipo de festa a que, noutras alturas, a força de vontade do Ray não teria resistido.
Como os comprimidos têm de ser tomados com as refeições, ele tem de ter isso em consideração quando ocorrem alterações dos horários de refeição. Assim, como sabia que a refeição iria ser servida tarde, antes de sair comeu uma sandwich, em parte para manter o seu nível de açúcar no sangue equilibrado, mas também para o ajudar a evitar a tentação dos acepipes não saudáveis.
“Uma coisa que não me custou nada deixar foi o álcool. Gradualmente, a família e os amigos foram-se habituando de tal forma ao facto de eu não beber que nem sequer me oferecem, quanto mais insistir comigo! Penso que é uma óptima ajuda, e é por isso que acho que a melhor forma de lidar com a tentação da comida nas festas é conseguir a ajuda dos que nos rodeiam.
“A família e os amigos costumavam mimar-me dando-me todo o tipo de comida que sabiam que eu gostava. No entanto agora ajudam-me a manter o controlo. Podem sugerir que tenho salada de frutas em vez de bolo de chocolate, por exemplo, e sei também que já têm colocado a minha cadeira num local de onde não vejo a mesa do buffet e todas as suas atracções!”
Mas quando toca a pessoas que não conhece, o Ray nem sempre gosta de anunciar que tem diabetes.
“É engraçado como uma pessoa se pode sentir mesmo obrigado a comer ou beber, porque as pessoas pensam que é um pouco falta de educação não o fazer. Se for uma pessoa que eu não conheço e me perguntar por que motivo não como aquele bolo cheio de creme, a minha táctica é a distracção! Mudo de assunto fazendo-lhe uma pergunta e ele rapidamente perde o interesse naquilo que tenho ou não no meu prato. Já tenho tido inclusivamente algumas conversas fascinantes em resultado disso”.











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